Caso a implantação de perfis avance conforme a evolução do projeto até esta altura, o processo de investimentos da fundação deverá ser alterado para incluir as novas estruturas — muda o processo de investimentos e mudam os veículos utilizados para implantar o perfil.
Existem várias formas de apurar e consolidar esses investimentos — na custódia e administração fiduciária ou no parceiro terceirizado de seguridade, contabilidade e BPO. Cada estrutura tem particularidades, prós e contras e impactos diferentes no processo, do cadastro do participante ao pagamento do benefício.
Cabe lembrar que, conforme a evolução do projeto até esta etapa, a implantação de perfis está destinada a um patrimônio de aproximadamente R$ 600 milhões:
Elencamos três desenhos possíveis — entre os mais comuns — para avaliação dos impactos; derivações e combinações são possíveis. Tirando a primeira, as demais não são recomendações da Raya: servem para ilustrar possibilidades e impactos no processo.
Carteira administrada de plano e carteira administrada de perfil. 13 estruturas. Cota real no plano e no perfil, sem rateio em nenhum ponto. Sem custo fixo de veículo; a decisão de alocação permanece com a fundação.
Só os perfis existem no administrador. 5 estruturas — a única opção que reduz o número atual. Em troca, a cota do plano passa a ser reconstruída por rateio, com distorção que se acumula.
Cinco fundos de perfil que também alocam: o 3º nível deixa de existir e a estrutura passa a ter dois níveis. Cota CVM diária e consolidação simples, ao custo fixo de R$ 80 a 100 mil por ano por fundo e da transferência do asset allocation ao gestor de cada fundo.
Decidir a estrutura no custodiante é decidir onde a cota é apurável. Para calcular a cota real de um perfil é preciso que exista, na estrutura de custódia e administração fiduciária, mapa de posição e movimentações diárias que permitam ao prestador calcular de forma direta a evolução do patrimônio. Quando posição e movimentação precisam ser auferidas indiretamente — por composição dos investimentos ou rateio —, temos cota virtual. A arquitetura hierárquica dos investimentos é, portanto, a principal decisão do modelo de apuração de perfis — e, uma vez implementada, é cara de desfazer.
A implantação de perfis não cria nenhum agente novo. O que muda é que a chave plano × perfil passa a acompanhar a informação desde a arrecadação até o saldo do participante.
| Ente | Natureza | Papel |
|---|---|---|
| Participante | — | Adere ao plano e, com a implantação, escolhe o perfil |
| Instituidor / Patrocinador | Externo | Repassa as contribuições. Cada um tem taxa de administração e cota previdenciária próprias |
| Seguridade* | Interna + BPO** | Cadastro, adesão e regulamentos; identifica plano e perfil de cada movimentação; incorpora a carteira de operações com participantes à cota |
| Tesouraria* | Interna + BPO | Concilia o caixa e informa à área de investimentos o que aplicar e onde |
| Investimentos | Interna · Viva | Emite as boletas, aloca e rebalanceia, dentro da política. Alçada do gerente e do AETQ, com reporte posterior ao comitê |
| Contabilidade | Interna + BPO | Fecha o balancete por CNPB e atende à Previc |
| Evertec | BPO e sistemas de seguridade e contabilidade | Arrecadação, cadastro, contabilização de investimentos, área de reserva e apuração das cotas |
| BTG Pactual | Administrador e custodiante | Registra as boletas, mantém as carteiras e os fundos, gera posição e movimentação |
| Gestores | Externos | Implementam os mandatos dentro dos limites da política de investimentos |
Arrecadação e cadastro, contabilidade e área de reserva são interlocutores distintos. A parametrização da chave plano × perfil precisa ser tratada com a Evertec, uma vez que é ela quem responde se e como o perfil pode ser implantado.
A realocação entre veículos é executada sob alçada do gerente de investimentos e do AETQ, seguindo a política e os limites de liquidez, e apresentada ao comitê de investimentos — cuja ata sobe à diretoria e ao conselho. O rebalanceamento impacta majoritariamente esta área da fundação.
Os dois servem para consolidar patrimônio e produzir cota — na carteira administrada o cálculo da cota diária é opcional, mas os arquivos de posição e movimentação são gerados em base diária. Diferem em custo, transparência, governança e flexibilidade de decisão: como a Viva Previdência tem patrocinadores instituídos, não pode fazer gestão própria de ativos finais. A estrutura de carteiras só permite alocação em fundos e ETFs; a estrutura de fundos exige sempre um gestor externo para aplicação em ativos finais.
| Dimensão | Carteira administrada | Fundo de investimento |
|---|---|---|
| Natureza | Patrimônio da própria entidade, segregado por mandato no administrador | Condomínio com CNPJ próprio, regido pela Resolução CVM 175 |
| Abertura | Contrato com administrador e custodiante | Constituição, registro, regulamento, auditor e administrador designados |
| Custo fixo | Mensalidade de administração e custódia, negociada por estrutura | Mensalidade + conta CETIP, auditoria e taxa CVM: R$ 80 a 120 mil por ano, dependendo do patrimônio alocado |
| Cota | Opcionalmente apurada pelo administrador, a partir de posição e movimentação | Cota CVM diária, registrada e divulgada |
| Quem decide a alocação | A fundação, dentro da política, distribuída entre os gestores contratados | O gestor do fundo, dentro do regulamento e do mandato |
| Alteração de mandato | Decisão interna, dentro da política de investimentos | Alteração de regulamento, com o rito que ela exige |
| Operações com participantes | Não comporta: fica fora do veículo*** | Não comporta: fica fora do veículo |
| Escala mínima | Não exige patrimônio mínimo para fazer sentido econômico | Exige patrimônio para diluir o custo fixo |
Uma estrutura consolidadora não compra ativos finais, não negocia e não exige mesa: ela agrega o que está abaixo dela e produz posição, movimentação e cota. É o que se propõe para o nível de perfil — e por isso a tese de custo é que a mensalidade não deve crescer de forma proporcional ao número de carteiras. Tese a validar na cotação, não é premissa deste material.
Como a maior parte dos encargos do fundo não varia com o patrimônio, ele pesa de forma inversamente proporcional ao tamanho do veículo. Um fundo de R$ 25 milhões carrega 36 bps só de custo fixo; um de R$ 500 milhões, 1,8 bps. A tabela completa está no bloco de custo.
Para efeito desta análise, diferenciamos as três cotas da fundação.
| Cota | Quem apura | Sobre o quê | Serve para |
|---|---|---|---|
| De investimentos | Administrador | Cada carteira e cada fundo que existe no BTG | Medir a performance da estrutura de investimentos |
| Previdenciária | Evertec e Seguridade Viva | Cada combinação plano × perfil, com a carteira de operações com participantes e as taxas de cada instituidor | Atualizar o saldo do participante |
| Patrimonial / contábil | Evertec · área de reserva | Cada CNPB | Fechar o balancete e atender à Previc |
O sistema do BPO não comporta a carteira de operações com participantes — os empréstimos. Por isso a apuração retorna à fundação em um ponto do ciclo.
O que precisa chegar diariamente à Evertec, para todo nível que terá cota real, é a evolução do patrimônio e as movimentações — o insumo do cálculo, não o resultado. A periodicidade da cota previdenciária permanece a atual.
O que distingue cota real de cota virtual é o nível em que existem posição e movimentação diárias consolidadas — e isso é definido pela estrutura criada no custodiante: os arquivos de output só existem para carteiras e fundos que existem no BTG.
A apuração usa taxa interna de retorno: o retorno de um nível depende do patrimônio inicial, do final e de quando cada aporte e resgate ocorreu no período. Sem movimentação própria, o BPO só dispõe do patrimônio de fechamento para distribuir o retorno do nível agregado.
Dois planos com carteira idêntica e o mesmo patrimônio final — um que recebeu no dia 2, outro no dia 28 — saem com a mesma cota, embora tenham direito a rentabilidades diferentes. A distorção não se corrige sozinha: acumula período após período, até que o patrimônio do nível de cima deixe de fechar com a soma dos de baixo. Os dois exemplos numéricos do Anexo III quantificam o efeito.
A escolha da estrutura não é uma escolha de custo com efeito neutro sobre a informação. Cada nível que deixa de existir no custodiante é um nível cuja cota passa a depender de engenharia reversa sobre dados agregados, realizada na Evertec. Para avaliar o custo de forma completa é preciso olhar BTG e Evertec: quanto mais completa a estrutura no BTG, menor tende a ser o custo na Evertec.
Ao incluir uma carteira administrada consolidadora por perfil, incluímos 5 carteiras a mais na estrutura atual — uma por perfil sugerido, mais uma para o ANAPARprev. A ideia é que Viva Pecúlio e PGA passem a alocar na carteira de um dos perfis.
O impacto em estrutura é de 8 para 13 carteiras, mas o fluxo de movimentações cresce de forma mais intensa: dos 7 planos, 6 enviarão cotas para 4 perfis [24 boletas]; o ANAPARprev terá movimentação exclusiva para a carteira ALM [1 boleta]; e Viva Pecúlio e PGA terão 1 movimentação cada [2 boletas]. Como as movimentações acontecem em datas distintas do mês, o impacto nem sempre ocorre nesse volume — mas a atenção e o processo de investimentos exigem cuidado redobrado.
Ou seja: além dos custos de alteração da estrutura no BTG e na Evertec, há aumento de esforço de equipe e de processamento. É preciso verificar se esse impacto também alcança outras áreas.
Carteira ou fundo aberto no administrador. Custa mensalidade.
Ordem de movimentação entre níveis. Custa trabalho da equipe.
Unidade de apuração. Custa processamento no BPO.
| Contagem | Hoje | Com perfis |
|---|---|---|
| Estruturas consolidadoras 8 de plano + 5 de perfil | 8 | 13 |
| Boletas plano → perfil Combinações que a área de investimentos movimenta | 8 | 27 |
| Cotas plano × perfil Unidades que o BPO apura antes das taxas | 8 | 27 |
| Perfil | Objetivo | Investimentos |
|---|---|---|
| Curtíssimo Prazo | Liquidez imediata | Fundos caixa / CDI |
| Curto Prazo | Preservação | Mix de FIMs e FIs |
| Médio Prazo | Equilíbrio | Mix de FIMs e FIs |
| Longo Prazo | Acumulação | Mix de FIMs e FIs |
| ALM · ANAPARprev | Casamento de fluxo | Veículo dedicado ao ALM do plano |
A premissa é que o Viva Pecúlio componha um dos perfis existentes — Curtíssimo Prazo ou Curto Prazo. Como alternativa, pode ter carteira consolidadora dedicada: sobe para 14 estruturas, mantidas as 27 combinações. O efeito sobre o processo é pequeno; vale cotar as duas.
Cada plano tem sua carteira administrada consolidadora e, por meio dela, compra cotas dos fundos da fundação. Toda a estrutura está sob administração fiduciária e custódia do BTG Pactual.
Aportes e resgates do mês passam pelo fundo caixa Biarritz, que absorve o fluxo diário sem exigir decisão de alocação a cada movimento.
Mensal. Os recursos são redistribuídos entre os fundos conforme a política e o mandato de cada um, sob alçada do gerente e do AETQ.
Florença é dedicado ao Viva Pecúlio e VivaPrev MONU é majoritariamente do ANAPARprev — cerca de 67% —, sustentando o ALM do plano. É possível permanecer exatamente com essa estrutura após a implantação de perfis.
Carteira diária com as movimentações e arquivo de posição em Excel e XML por estrutura. Como existe carteira consolidadora por plano, há cota de investimentos e posição segregada por plano todos os dias — é isso que permite conciliar o patrimônio de investimentos com o contábil. É exatamente esta propriedade que está em jogo na escolha da estrutura de perfis.
O Viva Pecúlio e o ALM do ANAPARprev somam 83,7% do patrimônio e não entram na escolha de perfil. Sobram R$ 543,9 milhões efetivamente sujeitos à decisão do participante.
| Estrutura | PL | % |
|---|---|---|
| Viva Pecúlio | 2.408,7 | 72,0% |
| ANAPARprev · ALM | 394,8 | 11,8% |
| ANAPARprev · gestão ativa | 191,5 | 5,7% |
| Viva Empresarial | 159,9 | 4,8% |
| Viva Futuro | 139,7 | 4,2% |
| IBAprev | 25,4 | 0,8% |
| Viva Federativo | 14,5 | 0,4% |
| PGA | 11,1 | 0,3% |
| Assorelprev | 1,9 | 0,1% |
| Total | 3.347,4 | 100,0% |
Não há massa que sustente uma estrutura granular e cara no nível de perfil. Dividir R$ 543,9 milhões em quatro veículos com custo fixo coloca cada um em uma faixa de custo que o patrimônio não dilui. Três planos concentram 90% do patrimônio que efetivamente se distribuirá entre os perfis; os quatro menores somam R$ 52,9 milhões — o que importa para dimensionar bandas, caixa mínimo e custo por estrutura.
A informação nasce por participante, é consolidada por plano e é nesse nível que circula entre as áreas e os prestadores. O plano é hoje a chave de tudo.
Porque existe carteira consolidadora por plano no custodiante, há posição segregada por plano todos os dias e as movimentações são identificáveis nesse nível. É o que permite conciliar, auditar e explicar a rentabilidade de cada plano.
As cotas apuradas no nível das estruturas medem a performance da estrutura. A cota previdenciária é apurada em outro circuito, a partir dos arquivos de movimentação e da posição de fechamento — e é ela que atualiza o saldo.
Toda a cadeia atual está desenhada para uma única chave: o plano. A implantação de perfis acrescenta uma segunda dimensão a cada uma dessas sete etapas — e é por isso que a discussão é de processo, não apenas de veículo.
Os pontos abaixo não decorrem dos perfis — existem hoje. Importam porque a implantação amplia a exigência de precisão em cada um deles.
Pequenas divergências entre a rentabilidade apurada e a evolução patrimonial de cada plano podem aparecer conforme o momento do mês em que as movimentações ocorreram. Hoje o efeito é absorvido na conciliação mensal; com 27 combinações em lugar de 8, o mesmo efeito se distribui por unidades menores e mais sensíveis.
A carteira de empréstimos não está no custodiante e não é comportada pelo sistema do BPO. Por isso a apuração retorna à fundação para que a seguridade a incorpore. Com perfis, essa incorporação passa a ser feita em cada uma das 27 unidades.
Como planos instituídos, a arrecadação é praticamente diária e cada participante contribui em data e valor próprios — há mais aplicações sendo feitas do que pagamentos de despesa. A complexidade operacional dos perfis mora aqui, não no número de veículos.
O patrimônio contábil é apurado pelo BPO e conciliado mensalmente com o patrimônio de investimentos, com pequenos ajustes quando necessário. Vale confirmar a periodicidade e o critério dessas validações de consistência: com perfis, elas passam a ser a principal defesa contra divergências.
A implantação de perfis não cria estes pontos: ela reduz a folga com que hoje convivemos com eles. É por isso que a escolha da estrutura precisa ser feita olhando o processo, e não apenas a mensalidade do administrador.
Nenhum agente novo entra no processo e nenhuma etapa desaparece. O que muda é que a informação passa a carregar mais uma dimensão desde a arrecadação — e essa dimensão precisa sobreviver íntegra até o saldo do participante.
Movimentações identificadas por plano e perfil — por exemplo, Viva Futuro · Médio Prazo, aporte de R$ XX; IBAprev · Longo Prazo, resgate de R$ YY.
A mesma sequência de hoje, com um passo a mais: boleta do plano, boleta do plano para o perfil e boleta do perfil para os veículos alocadores.
27 unidades de apuração em vez de 8, cada uma seguindo depois para a incorporação dos empréstimos e para as taxas de cada instituidor.
Nas opções A e B, o nível alocador é o mesmo de hoje e é compartilhado entre todos os perfis — é isso que mantém o rebalanceamento viável: ele acontece uma vez por perfil, não uma vez por plano. Na opção C esse nível deixa de existir, absorvido pelo fundo de perfil. Eventuais mudanças na composição do 3º nível são decisão posterior e independente desta.
São 27 boletas e 27 cotas — não 27 carteiras. A distinção do bloco I vale aqui em toda a sua consequência: o esforço triplica no processo e nos sistemas, não na quantidade de veículos abertos no administrador.
| Plano | Curtíssimo Prazo | Curto Prazo | Médio Prazo | Longo Prazo | ALM dedicado | Total |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Viva Pecúlio | — | — | — | 1 | ||
| ANAPARprev | 5 | |||||
| Viva Empresarial | — | 4 | ||||
| Viva Futuro | — | 4 | ||||
| IBAprev | — | 4 | ||||
| Viva Federativo | — | 4 | ||||
| Assorelprev | — | 4 | ||||
| PGA | — | — | — | — | 1 | |
| Total de boletas e cotas | — | — | — | — | — | 27 |
O recurso consolidado chega identificado por plano, como hoje.
A distribuição entre os perfis segue a escolha de cada participante, agregada pela seguridade. É aqui que estão as 27 combinações.
Uma origem por perfil. O fluxo intramês entra no caixa do perfil e o rebalanceamento é mensal — mesma mecânica de hoje, replicada por perfil.
A cadeia é a mesma. O que se acrescenta é uma etapa de boletas e uma dimensão na informação, que precisa atravessar íntegra da arrecadação ao saldo.
Segue exatamente como hoje, sem ajuste de sistema ou de rotina.
Mesma etapa, mesma área — com uma chave a mais na informação e nos controles.
A boleta do plano para o perfil não existe hoje. É o único passo genuinamente novo do processo.
Esta é a tabela que os prestadores precisam ler para dimensionar esforço e preço. Ela vale para a estrutura recomendada; as diferenças entre as opções estão no bloco IV.
| Área · prestador | Input passa a ser | Output passa a ser | O que precisa ser ajustado | Esforço |
|---|---|---|---|---|
| Seguridade Interna · Viva + BPO | Movimentação por participante, agora com o perfil escolhido | Movimentação consolidada por plano × perfil | Cadastro do perfil e do termo de adesão; regra de troca e sua janela; tratamento da defasagem entre o dinheiro e a informação de perfil; incorporação dos empréstimos em 27 unidades | alto |
| Evertec arrecadação e cadastro | Chave de arrecadação com a dimensão de perfil | Arquivos de movimentação por plano × perfil | Parametrização da chave; validação de consistência entre adesão, arrecadação e perfil | alto |
| Evertec área de reserva e cotas | Patrimônio e movimentação diários de cada estrutura | 27 cotas em lugar de 8 | Apuração por plano × perfil; tratamento das taxas de cada instituidor sobre a nova chave; periodicidade e prazos de fechamento | alto |
| Tesouraria Interna · Viva | Conciliação de caixa, como hoje | Instrução de aplicação já identificada por perfil | Rotina de conferência entre o caixa conciliado e a abertura por perfil | médio |
| Investimentos Interna · Viva | Movimentações por plano × perfil | 27 boletas plano → perfil e 5 origens de rebalanceamento | Controles de emissão e conferência de boletas; rebalanceamento por perfil; caixa mínimo de 10% em cada perfil; bandas por mandato | alto |
| BTG Pactual administração e custódia | Boletas em dois níveis consolidadores | Posição e movimentação das 13 estruturas | Abertura de 5 carteiras consolidadoras; reporte de posição e movimentação por plano dentro da carteira de perfil; tombamento das carteiras atuais | médio |
| Contabilidade + BPO | Posição e movimentação com a nova abertura | Balancete por CNPB, como hoje | Conceito inalterado, com mais linhas de conciliação; periodicidade das validações de consistência | baixo |
| Gestores Externos | Mandato dentro da política | Implementação por veículo alocador | Nenhuma mudança estrutural na opção recomendada: o 3º nível permanece compartilhado entre os perfis | baixo |
| Cadastro, atendimento e comunicação Sistemas da fundação | Perfil como atributo do participante | Extrato, portal e atendimento com a informação de perfil | A verificar: extrato do participante, portal e aplicativo, simulador, termo de adesão, canal de solicitação de troca, materiais e campanha de comunicação | a apurar |
Nenhum deles depende da estrutura escolhida — todos aparecem com os perfis. São eles que definem o desenho do regulamento e das rotinas.
Com frequência o recurso é arrecadado antes de o cadastro registrar a que perfil pertence. É preciso definir em que carteira o recurso fica temporariamente alocado e como é feito o acerto quando a informação chega.
A alternativa é distribuir o recurso nos perfis já na entrada, com um cálculo aproximado, e fazer o acerto no fechamento. Sem isso, o participante vê o perfil render diferente do que o mercado sugere — e a leitura, correta, é a de que o recurso não estava posicionado.
Em janelas de troca, o volume movimentado chega a ser até cinco vezes maior que o fluxo mensal ordinário. Dimensionar liquidez e caixa para a média do mês subestima o pior dia.
Se a troca solicitada em uma data é executada com cota de data anterior, quem muda captura uma cota que não reflete o movimento de mercado que motivou a mudança — e o prejuízo fica com quem permaneceu. Daí a recomendação de prever no regulamento intervalo de 30 a 60 dias entre solicitação e movimentação.
Com o perfil compartilhado, todos os planos em um mesmo perfil têm rentabilidade idêntica por unidade — é o ganho da estrutura compartilhada. Ainda assim, a cota plano × perfil diverge entre planos por diferença no momento das movimentações. As duas afirmações são verdadeiras, em níveis diferentes, e ambas precisam ser explicadas ao participante.
Dada a arrecadação diária e pulverizada dos planos instituídos, cada perfil precisa carregar caixa mínimo da ordem de 10%. E as bandas de manejo precisam ser estreitas o bastante para que o gestor não descaracterize o perfil conforme o cenário de curto prazo.
O que muda é o veículo de cada nível consolidador — e, com ele, onde a cota é apurada sobre dado observado e quantos níveis a estrutura tem.
| Estrutura | Níveis | Estruturas no BTG | Cota do perfil | Cota do plano | Traço decisivo | |
|---|---|---|---|---|---|---|
| A | Carteiras nos dois níveis | 3 | 13 | real | real | Sem rateio em nenhum ponto e sem custo fixo de veículo |
| B | Nível do plano inferido | 2 | 5 | real | virtual | Única que reduz estruturas; a distorção do plano se acumula |
| C | Perfil como fundo | 2 | 13 | real | real | O 3º nível deixa de existir — o fundo consolida e aloca. Cota CVM diária, ao custo fixo de R$ 400 a 500 mil por ano e da terceirização do asset allocation |
| × | 27 carteiras alocando diretamente | 2 | 27 | — | — | Rebalanceamento impraticável e rentabilidades divergentes no mesmo perfil |
| × | Estrutura totalmente virtual | 1 | por segmento | virtual | virtual | Menor custo e maior risco: nenhum nível de decisão tem posição própria |
O 3º nível — caixa, FIM multiestratégia e os FIs que a entidade aloca — permanece como está e é compartilhado entre os perfis.
Na C o 2º nível passa a ser consolidador e alocador ao mesmo tempo: o fundo de perfil substitui o 3º nível atual. A estrutura fica mais enxuta em número de veículos — e a decisão de alocação sai da fundação.
Quanto mais simples a informação chega ao BPO, menor o custo naquela ponta — e mais estruturas é preciso manter no administrador. O custo não desaparece entre as opções: muda de prestador.
Onde existe estrutura no custodiante. Cada nível sem estrutura é um nível cuja cota vira rateio — e cada nível com estrutura é uma mensalidade a negociar. Na opção C, além disso, muda quem decide a alocação.
Cada carteira de plano detém participação nas carteiras de perfil em que aquele plano tem recursos. A área de investimentos emite as boletas de plano para perfil e as de perfil para os veículos alocadores.
8 carteiras administradas de plano — as atuais, mantidas · 5 carteiras administradas de perfil, novas · os veículos de 3º nível atuais. Saldo em relação a hoje: +5 estruturas.
O administrador enxerga e reporta apenas os perfis. O BPO reconstrói a posição de cada plano por rateio, a partir do agregado do perfil. É a única configuração que reduz o número de estruturas em relação a hoje.
A economia é imediata e mensurável; o custo é diferido e cumulativo. O Anexo III mostra a ordem de grandeza: mantido o padrão de movimentação do exemplo, o descolamento entre o patrimônio do plano apurado por cota real e por rateio chega a cerca de 1,9% em doze meses — e não se reverte sozinho.
Cada carteira de plano compra cotas dos fundos de perfil. O 3º nível deixa de existir: o fundo de perfil é consolidador e alocador ao mesmo tempo — a alocação passa a ser decidida pelo gestor de cada fundo e a fundação deixa de fazer o asset allocation dentro do perfil.
| Patrimônio do fundo | Custo fixo |
|---|---|
| R$ 25 milhões | 36,0 bps |
| R$ 50 milhões | 18,0 bps |
| R$ 100 milhões | 9,0 bps |
| R$ 500 milhões | 1,8 bps |
Considera-se um gestor alocador terceiro por perfil. Mais de um alocador no mesmo perfil voltaria a exigir carteira administrada para apurar a cota real, anulando a simplificação. Hoje a fundação trabalha com três alocadores multiestratégia, além do fundo caixa e dos fundos diretos — a opção C colapsa esse arranjo em um alocador por perfil.
Se a decisão for pelo fundo, há como reduzir o número de veículos e concentrar patrimônio: um fundo para o Curto Prazo e um para o Longo Prazo, com o Médio Prazo em carteira administrada que compra cotas dos dois.
Como o Viva Pecúlio deve compor um dos perfis mais curtos, o veículo correspondente é o único com escala para diluir custo fixo com folga. Se houver decisão por fundo em algum perfil, é ali que ela custa menos — e é ali que menos se ganha, porque o perfil já é o mais simples de administrar.
Entram no material porque costumam ser levantadas na discussão. Ficam registradas com o motivo do descarte, para que não voltem à mesa sem que o motivo volte junto.
Vinte e sete carteiras plano × perfil comprando ativos e fundos finais, cada uma com sua própria alocação de 3º nível.
Por que sai: não é o número de carteiras que inviabiliza — é cada uma alocar por conta própria. O rebalanceamento se torna impraticável, e o mesmo perfil renderia diferente de um plano para outro por diferença de preço e de momento de execução. O participante não teria como entender por que o Médio Prazo do seu plano rendeu diferente do Médio Prazo do plano ao lado. É exatamente esse problema que o 3º nível compartilhado resolve nas opções A e B — e que, na opção C, o fundo único por perfil também resolve.
No custodiante existiriam apenas consolidadores por segmento — renda fixa, renda variável, exterior, multimercado. Nem plano nem perfil teriam estrutura própria; o BPO reconstruiria os dois.
Por que sai: é a de menor custo de administrador e a de maior risco. Nenhum dos dois níveis de decisão teria posição própria, e a apuração de ambos dependeria de engenharia reversa sobre dados agregados. Barateia o administrador e cria risco operacional relevante no BPO, que passaria a calcular o que é perfil a partir dos segmentos. Não recomendamos.
Uma estrutura só se sustenta se a fundação conseguir explicar, a qualquer momento, por que a cota de um participante é a que é — e conferir essa resposta contra um arquivo que alguém de fora produziu.
Uma única tabela para a conversa de decisão. As linhas em destaque são as que separam materialmente as opções.
| Dimensão | A · Carteiras nos dois níveis · proposta Raya | B · Nível do plano inferido | C · Perfil como fundo |
|---|---|---|---|
| Níveis da estrutura | 3 — plano, perfil e alocador | 2 — perfil e alocador | 2 — plano e fundo de perfil (consolida e aloca) |
| Estruturas no administrador | 13 | 5 | 13 (8 carteiras + 5 fundos) |
| Estruturas novas | 5 carteiras | 5 carteiras, com 8 extintas | 5 fundos, com a camada alocadora atual extinta |
| Cota do perfil | Real | Real | Real |
| Cota do plano | Real | Virtual, por rateio | Real |
| Risco de distorção de cota | Baixo | Alto e cumulativo | Baixo |
| Custo fixo de veículo | Nenhum | Nenhum | R$ 400 a 500 mil por ano* |
| Custo no administrador | Maior | Menor | Intermediário |
| Custo no BPO | Menor | Maior | Menor |
| Decisão de alocação | Fundação, dentro da política | Fundação, dentro da política | Gestor de cada fundo — asset allocation terceirizado |
| Alocadores por perfil | Mantém o arranjo atual | Mantém o arranjo atual | Um por perfil |
| Operações com participantes | Refletida | Refletida | Fora do veículo |
| Alteração de mandato | Decisão interna | Decisão interna | Alteração de regulamento |
| Esforço de implantação | Médio | Menor | Maior — inclui tombamento da camada alocadora |
| Dependência crítica | Reporte por plano dentro da carteira de perfil | Capacidade e método de rateio do BPO | Escala patrimonial para diluir o custo fixo |
Paga-se mensalidade de cinco estruturas para não depender de rateio em nenhum nível. É a opção que preserva a autonomia de alocação da fundação.
Economiza-se hoje, no administrador, e paga-se depois, em risco de apuração e em customização no BPO. A economia é mensurável; o custo, não.
Compra-se simplicidade, um nível a menos e cota CVM diária — com custo fixo alto para o patrimônio disponível e com a transferência do asset allocation ao gestor.
A mesma decisão pesa de forma diferente em cada ponta. Esta tabela existe para que a conversa de custo não seja feita olhando uma cotação só.
| Área · prestador | A · Carteiras nos dois níveis | B · Plano inferido | C · Perfil como fundo |
|---|---|---|---|
| BTG administração e custódia | +5 carteiras consolidadoras. Precisa entregar reporte por plano dentro da carteira de perfil | −3 estruturas no total. Reporte simplificado | +5 fundos, com todo o encargo regulatório e o custo fixo associado; em troca, a camada alocadora atual sai da estrutura |
| Evertec investimentos e reserva | Recebe dado observado nos dois níveis: apura sem rateio | Passa a reconstruir o plano por rateio — mais esforço, mais risco e custo próprio | Lê cota de fundo: a consolidação é a mais simples das três |
| Seguridade Viva | Incorpora empréstimos em 27 unidades, com base conciliável | Mesma carga, sobre base inferida — conferência mais difícil | Empréstimos ficam fora do veículo: a incorporação permanece integralmente manual |
| Investimentos Viva | 27 boletas e rebalanceamento por perfil, mantendo a autonomia de alocação | Menos boletas de plano, porém menor capacidade de conciliar o que foi executado | 27 boletas plano → fundo, mas deixa de alocar e de rebalancear dentro do perfil: o 3º nível não existe e a macroalocação passa ao gestor |
| Contabilidade | Mais linhas de conciliação, conceito inalterado | Conciliação entre plano e soma dos perfis deixa de fechar com o tempo | Conciliação simples, contra cota de fundo |
| Gestores | Arranjo atual preservado | Arranjo atual preservado | Concentração em um alocador por perfil; os veículos atuais de 3º nível são resgatados ou transferidos |
| Sistemas da fundação cadastro, atendimento, comunicação | Impacto equivalente nas três opções — perfil como atributo do participante em extrato, portal, simulador, termo de adesão e canal de troca. A apurar com os fornecedores | ||
Cada coluna é uma configuração a ser cotada nas duas pontas ao mesmo tempo. Uma economia de R$ X no administrador que produz R$ Y de customização e processamento no BPO só é economia se X for maior que Y — e a comparação só existe se as duas cotações forem pedidas sobre a mesma configuração.
Quanto mais simples a informação chega ao BPO, menor o custo naquela ponta — e mais estruturas consolidadoras é preciso manter no administrador. Por isso as três configurações precisam ser cotadas nas duas pontas antes da decisão. Qualquer comparação feita com uma cotação só é incompleta.
| Frente | O que já se sabe | O que precisa ser cotado |
|---|---|---|
| Administrador e custodiante | O preço é feito por estrutura. Estruturas consolidadoras, que não alocam ativos finais, não deveriam custar como carteiras que operam | Preço por estrutura consolidadora nas três configurações; custo de implantação e de tombamento separado do recorrente |
| Fundo de investimento | R$ 80 a 100 mil por ano por fundo em conta CETIP, auditoria e taxa CVM, independentemente do patrimônio | Taxa de administração e de gestão de cada veículo, o custo de constituição — e, na opção C, o que se deixa de pagar na camada alocadora atual |
| BPO e sistemas · Evertec | A parametrização da chave plano × perfil é o caminho crítico do projeto | Customização, processamento das 27 cotas, e o custo do rateio na configuração B |
| Sistemas da fundação | Perfil vira atributo do participante em cadastro, extrato, portal e atendimento | Ajustes em extrato, portal e aplicativo, simulador, termo de adesão e canal de troca |
| Comunicação | A implantação exige campanha, material novo e revisão do site | Orçamento de campanha e de produção de material |
| Jurídico e regulatório | Alteração de regulamentos e submissão à Previc | Assessoria jurídica e custos do rito |
| Equipe | O esforço recorrente cresce em seguridade e em investimentos | Dimensionamento de pessoas nas áreas afetadas |
Separar a negociação por segmento costuma reduzir o custo mesmo aumentando a governança: ALM, renda fixa e renda variável têm complexidades muito diferentes e não deveriam ser tarifados pelo mesmo preço. Negociar administração e custódia em conjunto, com mais de uma instituição na mesa, amplia a margem.
Recomenda-se uma tomada de preço anônima com outras instituições, descrevendo a estrutura sem identificar a entidade. Serve para calibrar a proposta do administrador atual e dá referência objetiva à negociação.
Parte relevante do custo é de implantação — abertura e tombamento de estruturas, customização, homologação, comunicação. É possível que o recorrente cresça pouco e a implantação seja significativa. As duas linhas precisam ser pedidas separadamente em todas as cotações.
Manter as 8 carteiras de plano e criar 5 carteiras consolidadoras de perfil — 13 estruturas —, com cota real no plano e no perfil e o nível alocador inalterado e compartilhado.
Cota apurada sobre dado observado nos dois níveis de decisão, com posição e movimentação diárias disponíveis para a Evertec. Nada depende de rateio.
Intermediário por construção: mais caro que deixar o plano inferido, sensivelmente mais barato que cinco fundos com custo fixo — e sem camadas de taxa.
Impacto contido na área de investimentos: o nível alocador se mantém como está, preservando a flexibilidade e o arranjo atual de gestores.
A recomendação vale enquanto as três condições abaixo se confirmarem. Se alguma delas cair, a comparação precisa ser refeita.
O administrador precisa reportar posição e movimentação por plano dentro da carteira de perfil. Sem isso, a opção A entrega o que a opção B entrega, ao custo da opção A.
As 5 estruturas novas precisam ser tarifadas como consolidadoras. Se forem cotadas como carteiras que operam, a vantagem de custo sobre o fundo se estreita e a comparação muda.
A Evertec precisa apurar a cota de cada nível a partir de patrimônio e movimentação diários, sem recorrer a rateio. É o caminho crítico do projeto inteiro.
A economia da estrutura mais barata é imediata e mensurável; o custo dela é diferido, cumulativo e difícil de detectar. Para uma entidade que precisa explicar a cota de cada participante, essa assimetria é o argumento.
Nenhum deles impede a escolha preliminar da estrutura. Todos precisam estar respondidos antes da contratação.
| # | Ponto | Por que importa | Com quem |
|---|---|---|---|
| 1 | Reporte de posição e movimentação por plano dentro da carteira de perfil | Sustenta a cota real nos dois níveis na opção recomendada | Administrador e custodiante |
| 2 | Parametrização da chave plano × perfil | Define se e como o perfil pode ser implantado — é o caminho crítico | Evertec · área de investimentos do sistema |
| 3 | Método de rateio na hipótese de cota virtual | Determina a magnitude real da distorção da opção B | Evertec |
| 4 | Carteira de operações com participantes dentro do perfil | Com fundo não é possível; falta confirmar para carteira administrada | Administrador e Evertec |
| 5 | Impacto nos sistemas de seguridade, cadastro, atendimento e comunicação | Custo que costuma aparecer só na implantação | Fornecedores dos sistemas da fundação |
| 6 | Carteira dedicada ao Viva Pecúlio | Define se a estrutura é de 13 ou 14 consolidadoras | Decisão interna, com cotação das duas |
| 7 | Periodicidade e critério das validações de consistência | Com 27 unidades, é a principal defesa contra divergências | Evertec e Contabilidade |
| 8 | Preço de estrutura consolidadora, distinto do de carteira que opera | Condição da vantagem de custo da opção recomendada | Administrador, com tomada de preço em paralelo |
Estimativas de referência discutidas com a equipe. O conjunto sugere cerca de doze meses entre a decisão e a virada, com boa parte das frentes correndo em paralelo.
Sempre em janeiro ou julho, nunca no meio do exercício. Caso contrário o participante compara a rentabilidade do ano com a do perfil, encontra números diferentes e conclui que perdeu rentabilidade.
Deixar no regulamento apenas a possibilidade de perfis multiportfólios e detalhar o funcionamento em um regimento de perfis aprovado nos órgãos internos. Evita remeter cada alteração futura à Previc.
A parametrização na Evertec é o que define se e como o perfil pode ser implantado. Ela deveria começar antes de a negociação com o administrador estar concluída, e não depois.
Alteração dos regulamentos junto à Previc no início do ano, depois a política de investimentos, depois os prazos de divulgação e o manual de perfis — com a negociação de administração e custódia e a parametrização de sistemas correndo em paralelo desde o primeiro momento.
Configurações em avaliação pela Viva Previdência para a implantação de perfis de investimento. Pede-se preço para cada configuração, com implantação e recorrente em linhas separadas.
Como ficam as caixinhas no BTG na configuração recomendada, com os nomes de planos e perfis. As configurações 2 e 3 partem deste mesmo desenho — a 2 suprime o nível de plano; a 3 substitui as carteiras de perfil por fundos e suprime o nível alocador.
| # | Estrutura | Natureza e função |
|---|---|---|
| 1–8 | Carteiras de plano Viva Pecúlio · ANAPARprev · Viva Empresarial · Viva Futuro · IBAprev · Viva Federativo · Assorelprev · PGA | Existentes hoje, mantidas. Consolidam o patrimônio do plano e detêm participação nas carteiras de perfil. Não alocam ativos finais |
| 9–13 | Carteiras de perfil Curtíssimo Prazo · Curto Prazo · Médio Prazo · Longo Prazo · ALM ANAPARprev | Novas. Consolidam o patrimônio de cada perfil, recebem as boletas dos planos e alocam nos veículos de 3º nível. Não compram ativos finais |
| 14 | Carteira dedicada ao Viva Pecúlio (opcional) | Alternativa a pontuar: mantém as 27 combinações e sobe a contagem para 14 consolidadoras. Vale cotar as duas hipóteses |
| Nível | Entrega diária do administrador | Uso na apuração |
|---|---|---|
| Plano | Posição e movimentação por plano — inclusive dentro da carteira de perfil | Cota real do plano · conciliação com o patrimônio contábil por CNPB |
| Perfil | Posição e movimentação da carteira de perfil | Cota real do perfil · rentabilidade divulgada ao participante |
| Alocador | Posição e movimentação de cada veículo | Performance de mandato e enquadramento de política |
Referências para que administrador, custodiante e prestador de BPO dimensionem esforço, prazos e preço.
| Plano | Curtíssimo | Curto Prazo | Médio Prazo | Longo Prazo | ALM | Total |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Viva Pecúlio | — | — | — | 1 | ||
| ANAPARprev | 5 | |||||
| Viva Empresarial | — | 4 | ||||
| Viva Futuro | — | 4 | ||||
| IBAprev | — | 4 | ||||
| Viva Federativo | — | 4 | ||||
| Assorelprev | — | 4 | ||||
| PGA | — | — | — | — | 1 | |
| Total de boletas e cotas | — | — | — | — | — | 27 |
| Item | Hoje | Com perfis |
|---|---|---|
| Estruturas consolidadoras no administrador | 8 | 13 (ou 14) |
| Veículos alocadores | 8 | 8 — inalterados |
| Boletas plano → perfil | — | 27 |
| Cotas plano × perfil apuradas pelo BPO | 8 | 27 |
| Exercícios de rebalanceamento por mês | 1 | 5 — um por perfil |
| Frequência de arrecadação | Quase diária, pulverizada por participante — planos instituídos | |
| Patrimônio sujeito à escolha de perfil | R$ 543,9 mi de R$ 3,35 bi (16,3%) | |
Preços comparáveis sobre as mesmas configurações, com implantação e recorrente separados — para que a decisão seja tomada olhando o custo total nas duas pontas, e não a cotação de um prestador de cada vez.
Dois planos no mesmo perfil, com a mesma carteira e o mesmo patrimônio inicial. Um recebe o aporte no início do mês, o outro no fim. O perfil rende 2,00% no mês.
| Item | Plano A | Plano B | Perfil |
|---|---|---|---|
| Patrimônio inicial | 100,00 | 100,00 | 200,00 |
| Aporte | 20,00 dia 2 | 20,00 dia 28 | 40,00 |
| Capital exposto no mês | 120,00 | 100,00 | 220,00 |
| Patrimônio final observado | 122,40 | 122,00 | 244,40 |
| Método | Ganho A | Cota A | Ganho B | Cota B |
|---|---|---|---|---|
| Cota real movimentação diária observada | 2,40 | +2,00% | 2,00 | +2,00% |
| Cota inferida por rateio ganho do perfil distribuído pelo PL final | 2,20 | +1,84% | 2,20 | +2,20% |
| Diferença | −0,20 | −0,16 p.p. | +0,20 | +0,20 p.p. |
Com o perfil compartilhado, os dois planos têm rentabilidade idêntica por unidade — o participante de A e o de B ganharam a mesma coisa por cota. A diferença aparece porque o rateio distribui o ganho pelo tamanho do patrimônio final, ignorando quando cada aporte entrou. O plano que aportou cedo transfere ganho ao que aportou tarde.
Neste mês, o Plano A recebe 8,3% menos do que o ganho a que tem direito. Não é erro de arredondamento nem efeito que se compense no mês seguinte: enquanto o padrão de movimentação se repetir, o desvio se repete no mesmo sentido.
O rateio é de soma zero: o total do perfil sempre fecha. O que não fecha é a atribuição entre os planos — e, com ela, o saldo dos participantes de cada plano. A conciliação de topo não detecta o problema; só a comparação plano a plano contra dado observado detectaria, e é justamente esse dado que a opção B deixa de produzir.
Mantido o padrão do exemplo anterior — aporte no início do mês para o Plano A, no fim do mês para o Plano B —, o desvio de 0,16 ponto percentual ao mês se compõe.
| Meses | Desvio acumulado | Efeito · R$ mi |
|---|---|---|
| 1 | −0,16% | 0,26 |
| 3 | −0,48% | 0,77 |
| 6 | −0,96% | 1,54 |
| 12 | −1,91% | 3,06 |
| 18 | −2,85% | 4,56 |
| 24 | −3,79% | 6,06 |
O erro não é aleatório em torno de zero: ele tem sinal, dado pelo padrão de movimentação de cada plano. Planos que arrecadam cedo no mês perdem sistematicamente para planos que arrecadam tarde. Como a arrecadação dos instituídos é estruturalmente diferente entre os planos, o padrão persiste.
Depois de alguns exercícios, a rentabilidade divulgada de um plano deixa de ser explicável pela carteira que ele de fato teve. A conversa deixa de ser técnica e passa a ser de confiança — com o participante, com o instituidor e com o fiscalizador.
Os dois exemplos são ilustrativos e usam valores arbitrários para isolar o efeito do momento da movimentação. A magnitude real depende do perfil de arrecadação de cada plano, da volatilidade do perfil e do método de rateio efetivamente adotado pelo BPO — que é, ele próprio, um dos itens a confirmar antes da decisão.